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O Desagravo - Tribuna do Advogado


ADVOGADOS SÃO DESAGRAVADOS NA SECCIONAL

Célia Destri e Deoclécio Soares tiveram as prerrogativas desrespeitadas

Os advogados fluminenses reuniram-se novamente no plenário da Seccional para prestar solidariedade a colegas de profissão. Em 20 de fevereiro, a advogada Célia Destri dos Santos foi desagravada na OAB/RJ, em razão de ofensas praticadas pelo juiz Horácio dos Santos Ribeiro Neto, do VII Juizado Especial Cível. Após ser acusada pelo magistrado por prática de crime de falsidade ideológica, Célia foi denunciada pelo Ministério Público. A justiça, porém, não tardou a ser feita: foi impetrado habeas corpus para trancamento da ação penal e o TJ, em decisão unânime, determinou o arquivamento do processo, alegando que houve violência contra a dignidade da advogada.

Na seccional, Célia Destri recebeu o apoio de seus pares. Há 12 anos lutando em favor das vítimas de erro médico - ela própria perdeu um rim nessas condições -, a advogada fundou e continua na presidência da Associação das Vítimas de Erro Médico. Sua conduta profissional ilibada foi ressaltada pelos colegas na solenidade de desagravo. "O magistrado que vilipendiou a honra de Célia ignorou o passado honesto da advogada e desprezou os relevantes serviços que ela vem prestando à classe e à própria sociedade. Falta urbanidade", criticou o conselheiro Wanderley Rebello, orador da cerimônia, que sugeriu que se faça representação criminal contra juízes que desrespeitam advogados.

Emocionada, a advogada Célia Destri agradeceu as manifestações de carinho dos colegas. "Estou aqui recebendo um desagravo mas representando a OAB, pois a ofensa foi para a Casa. A Ordem também pertence a qualquer juiz ou desembargador que, antes de ingressar na Magistratura, recebeu a carteira de advogado. Precisamos combater os absurdos que fazem contra nós", sintetizou.

O caso de Deoclécio da Silva Soares foi semelhante, pois ele também foi vítima de abuso de autoridade da juíza-substituta Maria Aparecida Silveira de Abreu, da 2ª Vara Criminal de Nilópolis. Sem qualquer motivo, a magistrada deu voz de prisão ao advogado. "Ela alegou desrespeito, mas estava apenas buscando meus direitos", disse o advogado, que contou com o apoio incondicional do presidente da Subseção local, Juarez do Nascimento. "Apesar da reconsideração da juíza e do desagravo, que me dá condições de prosseguir na minha atividade, pretendo entrar com uma ação de indenização pelo ocorrido", disse Deoclécio. O conselheiro Ubyratan Cavalcanti foi o orador do ato.

A OAB/RJ vai desagravar mais dois advogados: Roberto Sardinha (27 de março) e André de Paula (3 de abril) também foram destratados por autoridades policiais e receberão a solidariedade dos colegas.
   
  
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